Entrevistas

Pode indicar-nos um lugar/tempo específico no Porto que associa a uma recordação visual?

 

O rio e a ponte de ferro vistos a partir do comboio antes de entrar na estação quando vimos de Lisboa.

Rua Mouzinho da Silveira ao pôr do sol. O sol alinha-se com a rua e todas as telhas brilham. Sentimento de brilho também na Igreja São Francisco, pois está cheia de ouro no interior.

O Percurso Romântico. Há um ponto no jardim na parte de trás do Palácio de Cristal, atrás do lago, descendo por uma escadaria que está normalmente fechada, há um bom « spot » perto de um posto de vigia. [[Localização desta visão + « Ponto de vista incrível sobre a cidade»]]

As escadas ao lado do elevador que sobem a partir da Ribeira. [[Localização desta visão + « O Ascensor da Ribeira o "elevador da Lada" é um transporte camarário de acesso gratuito que liga a Ribeira do Porto (pelo número 66 do Cais da Ribeira, junto à Ponte D. Luís) à meia encosta de Miragaia, no Largo da Lada, por via de um elevador vertical e de um passadiço. Ótimo para ver as vistas, mas também acessar uma horta comunitária » Para saber mais sobre hortas comunitárias na cidade Ver p.X, o projeto "Porto Verde".]]

Muro dos Bacalhoeiros – Taínha – peixe que come lixo no rio e que pode ser visto ao longo do rio. [[Localização desta visão no mapa.]]

Estátuas com um ar dramático na Igreja Ordem do Terço. [[Rua Cimo de Vila, Localização destas estatuas]]

Travessa da Rua Chã. Uma rua pequena entre os edifícios. [[Localização desta  visão (Travessa da Rua Chã) no mapa.+ comment O beneditino Pereira de Novais, o curioso cronista da cidade no séc.VII, explica-nos: ...tem nome de Rua Chã : rua plana, que dizemos chã, por ser plano o seu pavimento». A Rua Chã já existia em 1293. A Viela da Cadeia, que hoje se chama Travessa da Rua Chã é referida em prazos de 1449 e de 1555...»"Toponímia Portuense" de Eugénio Andrea da Cunha e Freitas.]]

Eu gosto da manhã muito cedo no Bolhão, no mercado há mulheres muito idosas e com sandálias pretas a carregar coisas pesadas. Eu gosto do silêncio desta cena.

Não há muito como havia antes. A mulher na entrada do mercado perguntar-te: “Quer alguma coisa? Você quer alguma coisa?”

Para outra vista bonita, ir ao bar do Hotel Dom Henrique. O bar do hotel é público. É no último andar de um prédio perto de um parque de estacionamento circular (Siloauto) perto da minha casa. [[Localização desta visão no mapa + O Hotel Dom Henrique é na Rua Guedes de Azevedo, n°179.
Localizado perto do centro histórico e a 250 metros da estação de metro da Trindade, este hotel oferece quartos confortáveis e bem equipados. Possui restaurante e bar no 17º andar, onde poderá apreciar uma das vistas mais belas da cidade do Porto.]]

Rua Fernandes Tomás: Uma destas ruas perto do Bolhão e, às 18h00 e 19h00 nos dias de sol há muitas muitas luzes, luzes vermelhas que vêm de alguns reflexos da forma como o sol toca nas coisas. [[Localização destas luzes Rua Fernandes Tomás]]

As escadas que te levam para cima a partir do Largo da Alfândega até à Igreja com a Sereia. [[A não perder ! Localização da entrada deste percurso (visão) no mapa.]]

O jardim secreto por trás do Museu do Vinho Verde. [[O Museu do Vinho Verde é na Rua do Restauração. Eis a imagem para a Entrada para o jardim secreto !]]

Castelo do Queijo, uma casa abandonada no mar. [[Localização desta visão no mapa]]

A Igreja azul em Santa Catarina. A lenda de uma janela com um Cristo com lágrimas de sangue .

Três edifícios na Rua São João que são os mesmos — eles foram a única coisa a ser planificada com antecedência.

As meninas bonitas. Uma das coisas importantes para me dar forças quando eu passeio pelas ruas.

Perto do Ardina (o indivíduo que vende jornal) no final do inverno, quando cruzas a

Avenida dos Aliados, no lado de baixo há duas magnólias diferentes e elas começam a dar flores na mesma altura, mas uma delas tem tempos diferentes porque as suas flores caem mais cedo.

A caminhada matinal de inverno ao sol, na margem do rio. [[Ver « Passeios de bicicleta” p.X na parte “Aluguer de bicicletas”]] Todos dizem que esta cidade é muito cinza por causa das ruas estreitas e do granito e por essa altura, no

Inverno o sol nasce. Um feixe de luz no Inverno, projetado sobre a água.

Lembro-me de uma luz específica quando volto para casa no final do meu dia de trabalho, quando o tempo está bom e caminhar ao longo do rio pela Rua D. Pedro IV. Eu faço a margem do rio até aos bares que estão perto da pizzaria e da luz. [[Localização desta visão no mapa]]

Basta caminhar perto do rio ao fim do dia na Ribeira para ver que a luz é especialmente linda, a forma como o rio reflete, é um cliché, mas a verdade é que é muito bonito.

“Douro”, ouro, luz dourada no final do dia em que o rio torna-se dourado.

O crepúsculo — o momento do dia acabar —, uma revelação, também cheio de mistério. Especialmente como a luz começa a mudar.

Um pedaço de tricot enrolado numa árvore no Palácio de Cristal.

Eu gosto da visão da cidade a partir de Gaia. Atravesse a Ponte D. Luís e irá ver como que um fresco da cidade a partir da Ponte. A cidade é um todo muito unificado a partir deste ponto de vista. [[Localizaçao desta vista]]

Os cemitérios são das coisas mais interessantes a visitar no Porto !

Adoro o arvore Jacarandá. Uma folha verde muito pequena e em meados de Junho muda de cor e torna-se lilás.

O Metro. É recente, principalmente o de superfície. Eu gosto de o podermos ver. É acima da terra. Eu sinto-me muito confortável quando vejo passar o Metro. Ele é calmo e ainda viaja sempre à mesma velocidade. É confiável. Quando há um acidente, nunca é por causa do Metro, mas sim por causa dos condutores. No início, eu quase apanhei um Metro que estava a passar à minha frente.Talvez também pela sua cor. Eu vejo pessoas que se destacam da rua.

Atrás do Jardim do Palácio, as escadas que vão para o rio, grande visão da ponte e do mar. Entre essas velhas casas de brasileiros e ingleses, a vegetação lembra-me a minha infância porque eu cresci numa casa grande com muitas árvores. Você vê essa vegetação atrás dos edifícios de licitação. [[Localização desta vista no mapa]]

É bom ir para as “ilhas” [[Ilhas”: São pequenas casas industriais típicas do Porto do período industrial. Na segunda metade do século XIX, o Porto vivia um clima de euforia industrial que atraiu à cidade populações rurais, vindas do Minho, de Trás-os-Montes e Alto Douro e da Beira Alta, fugidas da crise rural que ali se vivia. A procura de alojamentos baratos fez então destes aglomerados de construções abarracadas, com uma única entrada, um atractivo negócio, principalmente explorado por pequenos proprietários que, dispondo de pouco capital, viram nas ilhas a garantia de uma rápida recuperação do capital investido e, a curto prazo, lucros significativos. Acredita-se que tenha contribuído a grande influência inglesa na cidade. O esquema das ilhas é frequentemente associado às primeiras back-to-back houses em Leeds, quer em termos de morfologia, de promotores e em termos de intuito de construção.]] por detrás dos grandes edifícios onde se encontram jardins. Muitas vezes esses jardins estão cercados por edifícios em pequenos bairros.

As Fontaínhas durante o São João. Nesta festa todos são amigos de todos. Aqui as pessoas são muito amigas umas das outras. [[Festa de São João: Ver Festivais]]

Um memória incrível é estar no Palácio de Cristal ao nascer do sol deitada no jardim e olhar a cidade e o sol tocarem-se e vermos a cidade acordar.

Aos domingos de manhã existe um mercado de flores, Praça da Liberdade (a Praça da Câmara do Porto).

Aliados ao Palácio de Cristal, para o ponto de vista sobre a cidade, como as luzes e o sol vêm de toda parte.

As diferenças de luzes, à beira-mar é claro e aberto e na cidade é cinza muito escuro. Existe um forte contraste.

De manhã, depois de passar a noite nos copos, gosto de passear nas ruas do Porto, nos Aliados.

A luz que há no Porto. Quando não chove, mas está quase e o céu vira amarelo. Outro exemplo é quando está nevoeiro cerrado.

Os putos a andar de skate na Casa da Música. Visão urbana da cidade e um espaço a ser apropriado por miúdos.

A cidade vista de Gaia. Nevoeiro. Neblina. A luz dourada sobre todos os prédios.

Rua debaixo da Ponte, perto do elevador. Há uma rua perto do elevador com uma luz incrível. Há casas cortadas.

A entrada na ponte de D. Luís, fantástico! O coração bate sempre, é especial! Para quem nasceu em Faro mas sente o Porto como a sua cidade sempre que voltamos é importante.

O Rio “plano” e quase imóvel num fim de tarde de Verão.

Ponte da Arrábida. A Ponte é cinzenta.

O cinzento da cidade: as estátuas, [[Oferecemos um momento íntimo com as estatuas p.X, “Olhares de Respeito ».]] a calçada. E a luz do Porto.

Outubro, céu escuro, fim de tarde, sol, brilho dos azulejos e vidros da 31 de Janeiro mesmo frente aos Clérigos, por volta das 6 da tarde. É como se a cidade fosse feita de espelhos.